
Sem muitas palavras apenas com muita indgnação venho por este mostra-lhes o relato de um preofessor que viu seus alunos serem maltratados piscicologicamente por serem gays e ainda perdeu o emprego por tentar defende-los:
Relato preconceito colégio Sesi – Bandeirantes
Desde minha entrada no colégio, por meio de concurso, com prova escrita, análise de currículo e entrevista, feito por Curitiba, percebi resistência por parte da coordenadora Kelen Juliana Ferreira e da Pedagoga Vania Ferreira Sakiyama. Ambas, por muitos episódios mostravam resistência ao meu trabalho, sem motivo aparente, porém minha orientação sexual era o verdadeiro motivo de não me quererem no colégio.
Inicialmente, chamaram minha atenção por coisas sem sentido, risíveis, como por exemplo o fato de, em horário de almoço, eu sempre sentar ao lado da professora de inglês Susete (que é minha amiga pessoal, anterior a entrada no colégio). Quando eu tentava argumentar que, no horário de almoço, eu não estava trabalhando (aliás o fato era fora do colégio, em restaurantes da cidade), eu ouvia como resposta que eu não acatava o que me estava sendo dito. Foram várias “broncas” por motivos como esses que não tinham nada a ver com questões do colégio.
O fato de eu ser amigo pessoal da professora de inglês inclusive foi tema de uma reunião de sábado pela manhã, onde das 09 as 13 foi discutido, sendo que cada professor, mais a pedagoga e a coordenadora falaram sobre. Foi uma reunião onde a professora de inglês e eu fomos muito humilhados por horas, sem direito a argumentação.
As coisas começaram a piorar quando, em uma reunião, por volta de março ou abril, a coordenadora geral disse que os professores não deveriam conversar com os alunos gays sobre questões sentimentais, se estes procurassem orientação, mesmo em horário fora de aula. Eu levantei a mão na reunião e perguntei: e se os alunos heteros quiserem orientação? A coordenadora respondeu que nesse caso seria diferente, pois a sociedade aceita. Eu tentei argumentar que o colégio poderia ser visto como homofóbico por fatos como esse, mas fui “abafado” pelo coro que se levantou a favor do argumento da diretora. A partir de então, as coisas foram piorando. Sempre arrumavam motivo para chamar minha atenção, ainda que não fizesse sentido o que falavam.
Outro fato que desagradou a direção foi que eu fui contra um posicionamento do colégio de incentivar um aluno, obviamente gay, a ficar com meninas. Eu disse que isso poderia só confundir mais a cabeça dele e gerar mais traumas para o futuro. Entretanto, eu sempre era tido como “rebelde” por, simplesmente, expressar minha opinião. Outra aluna, recentemente, me contou que, no ano de 2010, antes de meu ingresso no colégio, ela “ficava” com meninas e que a coordenadora Kelen chamou ela, por diversas vezes, em sua sala, para tentar faze-la mudar de ideia. Além disso, a coordenadora disse à aluna que muitos deixavam de se matricular no colégio por saber que ela estudava lá, pressionando e humilhando a mesma por sua escolha. Este fato reforça a homofobia existente dentro desse colégio.
Há cerca de 15 dias, em reunião com a coordenadora e pedagoga, a primeira me disse que vários alunos procuraram ela para dizer que eu não servia para ser professor. Como eu tinha mudado de disciplina (português para espanhol) e muitos alunos me pediam para voltar a dar aula de português, eu questionei quais seriam esses alunos, já que para mim eles diziam que me queriam de volta até na outra disciplina. Ela não quis dizer e ainda argumentou que mais uma vez eu não estava acatando o que ela me dizia. Em pesquisa realizada com os alunos (anônima), eles atribuiram conceitos ao meu trabalho em questões como: o professor demonstra conhecer o conteudo que ministra? O professor mostra interesse pela aprendizagem do aluno? Os conceitos atribuidos pelos alunos poderiam ser Insuficiente, Suficiente, Bom ou Excelente, como os conceitos que eles mesmos recebem. O resultado foi que 11 alunos me atribuiram Suficiente, 54 atribuiram Bom e 53 atribuiram Excelente. Nenhum atribuiu Insuficiente. Os alunos assinaram declaração de que a pesquisa foi realizada anonimamente e sem pressão quanto aos conceitos a serem atribuidos e foram deixados a vontade em suas carteiras, devendo colocar a avaliação respondida em uma pasta, posicionada no fundo da sala, embaralhando as folhas. Mesmo vendo a pesquisa, a coordenadora insistia em dizer que eu não servia para ser professor.
Na mesma reunião, ela me orientou a não contar para os alunos que eu sou homossexual. Eu respondi a ela que não tinha nada a me envergonhar e que quando os alunos perguntavam se eu tinha namoradA, eu respondia que eu estava solteiro, mas procurando um namoradO.
Após esta reunião, onde fui muito constrangido, procurei a gerente geral, Rosângela Perez, pedindo sua ajuda para que tudo melhorasse. Reclamei que eu estava sendo assediado moralmente. A gerente me atendeu bem. Após seu atendimento, foram dias de silêncio até que na terça-feira (01-11-2011) ao chegar para dar aula, a gerente, a coordenadora e a pedagoga, juntas, me chamaram e comunicaram minha demissão, sem justificar o motivo. Disseram que eu não entraria mais em sala de aula, nem para me despedir dos alunos.
No mesmo dia, pela tarde, nas ruas da cidade, vários alunos vieram se lamentar da minha saida e, para minha surpresa, eles se mostravam bravos por eu ter feito acordo para sair. Disseram que as três foram, de sala em sala, dizer que eu sai contente, pois eu tinha muitas propostas de trabalho e que eles não deveriam falar em redes sociais que tinham saudade ou que eu era um bom professor. Segundo os alunos, elas disseram que essas declarações abalariam meu psicológico, por eu ter tido que sair. Além do preconceito contra os homossexuais, os administradores desse colégio tentam abafar o direito de livre expressão de alunos e professores. Só é permitido expressar-se, se a chefia está de acordo com o pensamento.
Outro fato que me recordo do colégio foi meu posicionamento contário a expulsão de um aluno que havia se envolvido com drogas. Eu argumentei que o colégio tinha que fazer seu papel de resgatar as pessoas, de influenciar positivamente e não tomar a postura de abandono dos alunos problemáticos. Afinal, a escola não serve para transformar vidas? Meus argumentos foram ignorados e o aluno foi expulso.
Muitos outros detalhes existem, mas que lembro de forma fragmentada.
Guilherme Sachs
02-11-2011A Mim, Só cabe agora pedir que isso não fique impne. O trabalho dessa cordenadora deve sim ser questionado.
Basta de homofobia, chega de preconceito.... chega de ver tanta coisa errada e ficar queto...
X.o.x.O Alokaneh!





